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Lenora de Barros I Poema I 1979

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Núcleo de arte
e comunicação

O núcleo de arte e comunicação é o braço educativo da revista seLecT, com o objetivo de criar pontes entre estudos visuais e teóricos e a prática nos campos da crítica de arte, da produção editorial e do jornalismo cultural.

CURSOS ZAIT_SELECT 2024

 

 

LABORATÓRIO DE ESCRITA CRÍTICA E EDITORIAL

INÍCIO 4 DE JUNHO

Ministrado por

Paula Alzugaray, Leandro Muniz e Nina Rahe 

A oficina propõe dinâmicas de escrita editorial sobre a cultura artística contemporânea. Coordenada pela revista seLecT, pretende, a partir de uma exposição sobre os formatos editoriais de arte (reportagem, perfil, resenha, entrevista, crítica, portfólio, curadoria), provocar os participantes a trafegar por diferentes abordagens de um mesmo objeto analisado. 

Com exercícios práticos e discussões, a dinâmica é voltada para a orientação e o acompanhamento de artistas, jornalistas, pesquisadores e escritores com interesse em produzir no contexto editorial de arte, além de pensar o estatuto da escrita crítica hoje. No final do curso, dois textos selecionados serão publicados no site da seLecT.

Paula Alzugaray é curadora, crítica de arte e diretora editorial da revista seLecT. Pós-doutoranda em História, Crítica e Teoria da Arte na ECA-USP.

Leandro Muniz é artista e curador. Formado em Artes Plásticas pela USP, é Curador Assistente no MASP. Colabora com a revista seLecT desde 2019.

Nina Rahe é doutoranda em História, Crítica e Teoria da Arte pela ECA-USP. Jornalista, colabora com a revista seLecT desde 2020.

Confira os textos realizados no Lab de Escrita publicados no site da seLecT-ceLesTe!

4, 6, 13, 20, 27 de Junho e 4 de Julho

Quintas-feiras (exceto o primeiro encontro), das 19h às 21h30

6 encontros (carga horária de 12 horas)

Acesso às aulas ao vivo, gravações e Fórum de conteúdos do curso por 3 meses

INVESTIMENTO: R$ 600,00

Pagamento disponível via PagSeguro (com opção de parcelamento) e PayPal

CURSOS ZAIT_SELECT OFERECIDOS EM 2021, 2022, 2023 e 2024

FABULATÓRIO: Escrita fictícia em arte

Ministrado por

Fabio Morais 

Fabulatório é um laboratório de escrita com estudos de caso, discussão, interlocução e criação de textos fictícios a ser posteriormente publicados na seção Ficções, da Celeste online.

 

O título da seção Ficções, da Revista Celeste, instiga a pensar nas especificidades da ficção na arte. Com quais tipos de texto, de dispositivos além do verbal (imagens, objetos, ações, intervenções etc.) e de estratégias persuasivas se constrói ficções na arte contemporânea? Se a ficção científica é um gênero onde questões tecno-científicas balizam o universo da narrativa, seria possível uma “ficção artística”, com códigos, contextos, procedimentos e vocabulários da arte? Se, a partir dos anos 1990, a autoficção se tornou um gênero, seria possível pensar na autoficção como escrita do processo artístico ou de criação? Seria possível uma crítica tratada como texto literário, ficção ou autoficção?

Serão 6 encontros de 3h cada. Nos 4 primeiros encontros, serão feitos estudos de caso entre obras de arte e textos literários e também discutidas as primeiras ideias dos participantes. Depois de um intervalo de 15 dias, para os primeiros esboços dos textos, os 2 últimos encontros serão dedicados à discussão coletiva das propostas. Para a edição e orientação final dos textos, haverá um intervalo de 30 dias, após o último encontro, e então serão marcados encontros individuais online de 30 minutos, a ser agendados caso a caso.

ATLAS MNEMOSYNE: CONHECIMENTO POR MONTAGEM

Ministrado por

Maria Ignez Mena Barreto

Composta de mais de 1000 imagens distribuídas em 63 pranchas, o Atlas Mnemosyne, do historiador da arte alemão Aby Warburg (1866-1929), se apresenta, em uma primeira aproximação, como um “inventário de vestígios da Antiguidade que contribuíram, na época do Renascimento, a forjar o estilo da representação da vida em movimento”, nas palavras de seu autor. O Atlas pode ser visto como um desses grandes sismos que provocaram uma ruptura epistemo-metodológica não apenas no campo restrito da história da arte, mas em todas as áreas e disciplinas que, de uma forma ou de outra, tratam de ou operam com imagens. “Forma visual de conhecimento”, inaugura um novo paradigma epistêmico do saber, que, incidentalmente, se revela, ao mesmo tempo, como um novo paradigma estético da forma visual. O surgimento desse novo paradigma teve como consequência visível, já desde a metade do século XX, uma diluição progressiva das fronteiras que separam práticas e discursos antes claramente demarcadas, aproximando historiadores, curadores, teóricos e artistas em um mesmo campo de atuação.

Esse curso introdutório de doze encontros propõe um itinerário de descoberta do Atlas guiado pelo ensaio Atlas Mnemosyne ou o gaio saber inquieto de Georges Didi-Huberman. Na linha de reflexão inaugurada pelo historiador da arte e filósofo francês, a finalidade aqui não será a de empreender uma improvável exploração sistemática e exaustiva das imagens, mas antes a de pensar, a partir de incursões pontuais, o Atlas como dispositivo, como método de criação e produção de conhecimento por montagem – uma vez que é essencialmente em sua lição metodológica, na potência intrínseca de suas operações de montagem que se alicerça a revolução que o Atlas efetua nos “nossos modos contemporâneos de produzir, de expor e de compreender as imagens” (G. Didi-Huberman).

Maria Ignez Mena Barreto é doutora em literatura francesa pela École doctorale “Texte, Imaginaire, Société” da Université de Paris/Vincennes-Saint Denis, pós doutora em literatura francesa pela USP, formada em linguística pela Universidade de São Paulo. Especialista em história e teoria da literatura e das artes visuais, autora de vários artigos nas áreas de literatura, artes visuais e de arquitetura publicados em livros coletivos e revistas francesas e brasileiras, Maria Ignez morou quase três décadas na França, onde foi membro do ITEM/CNRS (Institut des Textes et des Manuscrits Modernes – ITEM/CNRS) e da equipe “Manuscrits de Stendhal” da Université Stendhal (Grenoble 3), professora de literatura francesa e análise de imagem, pesquisadora, conferencista, tendo participado e organizado congressos, colóquios e seminários em várias instituições entre as quais a Université de Paris/Sorbonne, a Université Stendhal (Grenoble 3) e a ENS/Ulm (École Normale Supérieure /Ulm). No Brasil desde 2014, ela fundou o curso livre de história das artes em língua francesa (Arte em francês) e ministra desde 2016 cursos livres de teoria da imagem em português.

 

ESPAÇO EXPOSITIVO: UM PROCESSADOR DE TEXTOS 

Ministrado por

Fabio Morais 

Espaço expositivo: um processador de textos aborda o espaço de escrita que é instaurado pela natureza verbal de obras de arte. A partir de práxis artísticas que têm no uso de palavras um eixo de pesquisa e produção, o curso especula o termo “literatura expositiva” de modo análogo ao uso que se faz, por exemplo, de “literatura médica” ou “literatura jurídica” para se referir ao ecossistema escrito que discursa uma área do conhecimento. Tal literatura expositiva é escrita/lida nas obras e exposições, e está também em suas imagens que circulam em espaços correlacionados ao expositivo, como o editorial e o acadêmico. 

 

Tipificando variadas formas de escrita em obras-textos, o curso levanta questões como o que as práticas e os espaços expositivos discursam, atualmente?; o que obras estão dizendo com suas camadas verbais?; como isso é dito?; com que voz se diz?; é a voz do artista que diz, ou uma voz construída especificamente para a obra?; ou seria a voz da obra?; como e onde se fundem a construção verbal e a construção imagética e/ou tridimensional do texto?; com que visualidade o texto se apresenta e seduz o binômio olhar-leitura?; que modelo de construção de sentido é usado?; como arcos temporais de texto relacionam-se com a imediatez do espaço expositivo?; como a literatura expositiva se configura como um ecossistema discursivo que abre espaços de escritura para artistas?

EXERCÍCIOS DE VER E OUVIR 

Ministrado por

Leandro Muniz e Nina Rahe 

 

Dividido em três encontros presenciais, o curso irá discutir e expandir as ferramentas práticas e conceituais para o uso da descrição e da entrevista na escrita sobre arte. A partir de uma introdução teórica e metodológica – e de visita à mostra em cartaz em uma das galerias na travessa Dona Paula –, os alunos desenvolverão seu repertório para realizar coletivamente uma entrevista e um texto na forma de verbetes. O resultado da experiência, que contará com acompanhamento da pauta à edição, será publicado no site da seLecT-ceLesTe. 

 

Leandro Muniz atua como artista e curador. Mestrando em História, Crítica e Teoria da Arte pela ECA-USP, é formado em Artes Visuais pela mesma instituição. Colabora com a revista seLecT desde 2019. 

 

​Nina Rahe é doutoranda em História, Crítica e Teoria da Arte pela ECA-USP, com doutorado sanduíche na University of the Arts London. Jornalista com passagem por diversos veículos, entre Bravo!, Folha de S.Paulo e Arte1, colabora com a revista seLecT desde 2020.

CRÍTICA DE ARTE

AGORA

Ministrado por
Ana Avelar

 

O curso aborda a análise e produção de textos de crítica de arte, por meio da pesquisa de textos críticos, livros ou periódicos de notório reconhecimento na área e/ou contribuições recentes disponibilizadas digitalmente. São examinados textos críticos objetivando a instrumentalização des alunes para a produção textual da mesma natureza, e ao mesmo tempo compor um panorama de referências críticas brasileiras que auxiliem na constituição de uma voz crítica.

Ana Avelar é Chefe do Departamento de Teoria, Crítica e História da Arte da Universidade de Brasília e membro fundadora do grupo de pesquisa Academia de Curadoria.

VENDO LEGENDAS

Ministrado por 

Juliana Monachesi

 Vendo Legendas é um curso sobre a relevância das legendas nos campos do jornalismo, da arte, das redes sociais com predomínio de circulação de imagens, e de uma forma emergente de literatura embasada no uso de imagens. As cinco aulas têm por objetivo a análise coletiva das relações entre texto e imagem nestes quatro contextos, além de exercícios de escrita às cegas, a partir de imagens descontextualizadas. Por meio de aulas expositivas e práticas, Vendo Legendas buscará explicitar como a cultura da mídia contaminou todas as áreas da vida, ou seja, como o modo de circulação das imagens abdicou de seu círculo restrito (os meios de comunicação) para ocupar outras formas culturais (o livro, a pintura, a comunidade digital etc.). Além disso, tendo como pano de fundo a era da imagem - da produção, veiculação e consumo desenfreados de fotos feitas por todos para todos o tempo todo -, o curso pretende exemplificar como a imagem precisa, mais do que nunca, do texto. As legendas conferem relevância e contexto para a apreciação das imagens.

ESCRITA INSCRITA:
TEXTO DE ARTISTA 
E URGÊNCIA POLÍTICA

Ministrado por
Fabio Morais

 

Em momentos de urgência política, como o atual, artistas têm praticado uma escrita crítica que se inscreve nas materialidades, nas práxis e nos espaços da arte, além da circulação editorial dos textos. Tanto enunciados curtos e instantâneos quanto textos que articulam pensamento somam-se a modelos estético-literários e a características da comunicação, fatos que se imprimem na textualidade e também nas estratégias de circulação dessas escritas. O curso teórico-prático Escrita Inscrita: texto de artista e urgência política abordará obras e artistas embaralhando tempos, espaços e hegemonias a fim de ensaiar tipologias que estimulem a conversa e a experimentação não só de “escritas”, mas também de “inscritas críticas plásticas discursivas urgentes”.

GIF E VINHETA: IMAGEM E MOVIMENTO 

 

Ministrado por 

Nina Lins

A oficina propõe uma investigação da imagem gráfica em movimento - da relação entre texto, imagem e ritmo -  a partir dos formatos GIF e vinhetas. GIF (Formato de Intercâmbio de Gráficos) é um formato usado geralmente para imagens animadas sem som. É uma junção de imagens que dá a sensação de movimento e, por ter baixa compressão, pode ser compartilhadas com facilidade na internet.

 

As vinhetas, por sua vez, além de circularem em outros meios, podem usar também o áudio e animações gráficas. A oficina propõe uma investigação do formato GIF e de vinhetas, como produzi-lo e exportá-lo, a partir de programas avançados como Photoshop e AfterEffects, assim como em ferramentas mais simples e gratuitas disponíveis no celular e em sites, por exemplo, GIPHY.

EU SAIO DE MIM:
CURSO DE ENSAIO NA PRIMEIRA PESSOA

 

Ministrado por
Ronaldo Bressane

 

Esta oficina de escrita criativa foca-se na produção, avaliação e leitura crítica de ensaios curtos. Intensivo, o curso dura 6 aulas de 2:30h, em que são sugeridas cinco propostas de textos breves. Tendo em perspectiva o mais fluido dos gêneros – a crônica –, os textos são trabalhados em seu flerte com o ensaio, a ficção e a reportagem.


Autores abordados: Montaigne, Geoff Dyer, Djaimilia Pereira de Almeida, Kalaf Epalanga, Georges Perec, Natalia Ginzburg, Ricardo Piglia, Reinaldo Moraes, Karl Ove Knausgard, Annie Ernaux, Julio Ramon Ribeyro, João do Rio, Rachel Cusk e muitos outros. 

 

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